Por que é necessário separar Deus da Ciência?
De quem foi inicialmente essa ideia? A Religião ou a própria Ciência?
O que ganhamos com isso? Penso que apenas perdemos.
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Partamos do princípio que Deus criou o Universo. Este, por sua vez é regido por uma série de leis não totalmente conhecidas por nós. Mas, continuam sendo leis.
O universo por si tem normas que são físicas, químicas que convergem para todo um mecanismo matemático no qual as demais ciências migram. Mesmo as biológicas, pois em um microcosmo, as leis se assemelham ao macrocosmo.
Se observarmos a própria natureza, ela se perpetua em leis e em formas semelhantes e repetitivas em diversos organismos vivos e não vivos (discutiremos posteriormente o que seria vida). Como fractais.
O próprio Stephen Hawking, bem como alguns outros cientistas, discutem sobre a existência de Deus, mas não de maneira, digamos direta. Porém, mesmo dentro do raciocínio voltado à Teoria do Big Bang, voltamos a um tempo no qual esse mesma variável deixa de existir: quando toda a matéria se encontrava densa, aglomerada e incrivelmente compacta. Mas o que havia antes? O que impulsionou este estouro?
Talvez o grande problema de algumas religiões cristãs seja associar a Deus uma imagem semelhante a nós. Esquecem que na própria Bíblia a semelhança é dos homens e mulheres em relação a Deus. Diminuir Deus a imagens humanas é repetir os erros das eras inicias da humanidade em tempos de politeísmo. Ou seja, às paixões humanas. Mas ser humano, dentro do âmbito atual no que se refere ao desenvolvimento moral em que nos encontramos nada mais é que estar sujeito a erros.
Nossa visão é turva, diminuta e limitada.
Somos e sempre fomos parte da natureza. Mesmo quando ainda não existíamos.
As leis do universo foram criadas por uma inteligência maior que não abre exceções para as Suas próprias leis, pois não possui os nossos erros e paixões.
Portanto, sabotar a Ciência como desculpa de que esta vai de encontro a Deus, é ser, no mínimo, imaturo. E usar a Religião, sem contextualizá-la no tempo e no espaço é ser também imaturo, ingênuo e negar a capacidade inata e sagrada do pensar. Sim, sagrada, pois também foi Deus quem nos deu o poder e a escolha quanto ao que queremos, ao que escolhemos, as nossas responsabilidades diante a vida, aos outros e a nós mesmos. Inclusive a crença de simplesmente não crer a isso chamamos de livre arbítrio.
Amar a Deus é antes de mais nada, respeitar as Suas leis. Sejam elas morais, físicas, matemáticas, químicas, estatísticas, biológicas, etc.
O tempo desvenda todas as verdades, mas também omite se não há registros. Porém, a própria Terra pode, através do uso da Ciência, mostrar-se como grande testemunho e prova de sua formação e da sua origem. Remetendo-nos novamente ao ponto de partida onde tudo era trevas e estas estavam mergulhadas no abismo e, quando Deus disse: "E se faça a luz", nesse momento, tudo se iniciou, tudo se movimentou e a Sua criação se fez e se faz até hoje e até o infinito.